segunda-feira, 3 de julho de 2017

A RESSONÂNCIA DA VOZ

Tudo que se ouve de um corpo quando está produzindo som vocal, não é voz, e sim, um efeito sonoro provocado pelo que conhecemos como ressonância vocal. É o processo pelo qual o corpo amplifica o som para fora de si. Então, podemos definir da seguinte maneira: A voz que chega até o ouvinte, ou que soa para fora do corpo, não é o som produzido pelas cordas vocais, mas sim, o som produzido por elas, amplificado e modificado (valorizado) pela ressonância física do corpo.

Todo cantor, ou qualquer pessoa que trabalhe sua voz de forma profissional, deve dominar e conhecer sua impostação, ou seja, seus amplificadores naturais do corpo, pelos quais sua voz é amplificada até os ouvintes. Esse processo de amplificação da voz é naturalmente físico e extremamente sensorial. Enquanto não se domina e conhece-se, toda a sensação de empostação correta e saudável da voz, não se experimenta a totalidade do som vocal que todo possui capacidade para produzir de forma grandiosa e bonita.

Dominar a sensação correta de uma impostação saudável e confortável, leva tempo e depende de um empenho de treinamento e experiências das sensação causadas e provocadas no processo de produção e amplificação do som da voz, e o cantor precisa ter paciência, até que perceba cem por cento de tudo que acontece no seu corpo, quando se está produzindo som. Essa percepção dá ao cantor e à pessoa que está trabalhando sua voz, a capacidade que lhe permite perceber e sentir tudo o que seu corpo sente, quando o processo de empostação está sendo utilizado para a produção de um som bonito e confortável.

Saber onde o som está vibrando, é perceber por qual região de resssonância seu corpo está amplificando e jogando o som até o ouvinte. e assim, poder dominar e controlar essa mesma sensação de empostação, transferindo toda a sensação de produção sonora da mesma para toda a extensão vocal do corpo em trabalho. Evidentemente, não é uma tarefa fácil manter uma determinada sensação de empostação vocal, principalmente quando se vai para os limites grave e agudo, onde torna-se mais difícil mantê-la. No entanto, quando se consegue reproduzir a mesma sensação de uma boa impostação, e transferí-la para outras notas, mais bonito o som da voz irá tornar-se, e evidetemente, mais saudável e confortável também.

Por exemplo: Quando usa-se o torax, principalmente o osso do peito chamado externo, uma vibração óssea provocada pelo som da voz, é percebida e produzida, e é essa sensação de vibração óssea que deve ser mantida em todas as notas que compõem a chamada extensão vocal, que são os limites para o grave e agudo. Nesse processo tornar-se fundamental o uso do diafragma para dá sustentabilidade à todos os sons produzidos pelo cantor.

A articulação também é de grandiosíssima importância para que a voz permaneça sendo amplificada pela mesma região de impostação, fazendo com que todos os harmônicos que compôem a estrutura do som vocal, sejam valorizados e enriquecidos pelo processo de amplificação da voz, ou seja, a empostação correta, obtida através do uso dos ossos e cartilagens, assim também, como as cavidades ósseas que fazem parte da estrutura fisiológica de todo o aparelhop vocal, no caso em trabalho, o corpo inteiro. Percebendo-se a vibração do som da voz, encontra-se a regiâo de ressonância, e então, pode-se saber manipular e usar todo o corpo como um amplificador natural e super eficaz da voz.


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Nasci em Parintins no Amazonas. Vivi no meio da mata onde enfrentei todos os perigos que pessoas  da cidade nem imaginam que existe. Aprendi tarrafiar. Pescar piranha preta e vermelha. Vi meu cachorro ser despedaçado em três pedaços por um tamanduá bandeira de três metros de altura. Cacei veado vermelho e roxo. Tirei jacaré açú da malhadeira. Arranquei tatu do buraco. Arranquei mandioca grande da terra sem quebrar. Cacei cutia. Paca. Comi macaco prego. Onça. Quati. Porco espinho. Fiquei encurralada por um bando de queixada. Comi papagaio em tempo de fome. Peguei juruti na arapuca feita de pau. Tomei água de cipó d'água. Apanhei com pedaço de lenha do fogão de barro. Roubei ovo de inambú açú. Peguei mauari na malhadeira de mica. Mergulhão. Garça branca e morena. Andei sobre o matupá. Vi anhingal andar no rio. Fugi de caba tatu. Levei ferrada de caba de igreja. Fui mordida por piranha vermelha que levou um pedaço do meu dedo. Consegui fugir e me tornar uma das melhores professoras de canto do país. E outras coisas que só caboclo sabe...

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