domingo, 3 de julho de 2016

A RESPIRAÇÃO DA VOZ

A respiração é a alma da voz, é com ela que se produz o som de qualquer corpo, é com ela que o corpo emite seus códigos sonoros, e consegue se comunicar sonoramente através da voz, com o outro, ou até mesmo com animais, pois ela, a respiração, não é só para a voz, mais acima de tudo, para o corpo.

Geralmente quem canta, quem é orador ou conferencista, quem trabalha principalmente com a voz, tende a preocupar-se muito com a respiração, na hora que está usando a sua voz de forma atípica de seu dia a dia, ou seja, quando está produzindo som de forma profissional, ou quando está usando a voz de forma intensa, e se depara com as debilidades de respiração que seu corpo possui para produzir som.

O som depende principalmente que o corpo respire perfeitamente para que seja produzido com qualidade e beleza. Mas, a respiração para o som, é diferente da respiração natural do corpo. Pois, para que a pessoa que precisa produzir som de forma profissional, usufrua dos benefícios da respiração, o corpo deve ser treinado para funcionar usando a respiração controlada, que não é natural para o corpo, como o é a respiração vital, ou seja, ela não é natural para o corpo produzir som vocal usando e funcionando com o controle da saída do ar, quando não está usando a respiração vital, ou respiração intuitiva

A respiração controlada é fundamental e é a única técnica capaz de fazer o corpo produzir som longo e acima de tudo natural e com beleza. Mas, o corpo deve ser treinado para conseguir controlar, a saída e entrada de ar, a intensidade do fluxo de ar, e sua velocidade quando passar pela cordais vocais, e isso, é uma percepção da sensação física, que tem que ser desenvolvida e depois automatizada com o processo do treinamento, o que dará ao corpo, naturalidade no processo de produção vocal quando usar a respiração controlada.

O corpo sente-se desconfortável quando precisa controlar o fluxo de ar durante a produção da voz, e esse desconforto aumenta a medida que aumenta o tempo que ele precisa produzir som mantendo o controle sobre quanto ar está entrando e quanto ar está saindo. Mas, o controle sobre o ar que sai é mais importante do que sobre o ar que entra. A quantidade excessiva de ar pode prejudicar a performance vocal de quem está usando a respiração controlada.

O processo de treinamento do corpo para aprender a funcionar com a respiração controlada durante a produção sonora, também precisa de atenção ao lado emocional, que manifestará seu controle sobre o mesmo corpo, e que dificultará o alcance da naturalidade, principalmente no tempo de duração da voz saudável. Pois, se aquele cantor ou qualquer profissional da voz tiver traumas emocionais muito profundos ou traumáticos, eles interferirão no funcionamento e rendimento de adaptação do corpo com a nova respiração, quando sua expiração,deve ser milhões de vezes mais longa e controlada que sua inspiração.

Expiração longa é sinal de longos sons, bonitos, sonoros, intensos, vibrantes, e acima de tudo, confortáveis para o corpo produzir. É a expiração  necessária para o som, como também a inspiração o é para o corpo. Não se tem nenhuma das duas se não houver corpo para inspirar e expirar, então, é necessário conhecer a sensação das duas isoladamente, para poder se alterar o tempo de duração de uma e de outra, principalmente para se produzir belos sons, e que sempre é a intensão de quem usa a voz para trabalhar profissionalmente.

Um caminho mais seguro e certo para se treinar o corpo para usar a respiração controlada com naturalidade, é dar ao cérebro, a maior quantidade de percepção da sensação física que este corpo tem, durante de todo o tempo que estiver treinando produzir som, usando a respiração controlada, pois só assim, ele conseguirá com o tempo de treinamento, dar ao cérebro a capacidade de automatizar esse registro neuromuscular que foi implantado através da sensação física, fazendo o corpo produzir som usando a respiração controlada com naturalidade, emitindo e vibrando sons belíssimos e com conforto físico.






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Nasci em Parintins no Amazonas. Vivi no meio da mata onde enfrentei todos os perigos que pessoas  da cidade nem imaginam que existe. Aprendi tarrafiar. Pescar piranha preta e vermelha. Vi meu cachorro ser despedaçado em três pedaços por um tamanduá bandeira de três metros de altura. Cacei veado vermelho e roxo. Tirei jacaré açú da malhadeira. Arranquei tatu do buraco. Arranquei mandioca grande da terra sem quebrar. Cacei cutia. Paca. Comi macaco prego. Onça. Quati. Porco espinho. Fiquei encurralada por um bando de queixada. Comi papagaio em tempo de fome. Peguei juruti na arapuca feita de pau. Tomei água de cipó d'água. Apanhei com pedaço de lenha do fogão de barro. Roubei ovo de inambú açú. Peguei mauari na malhadeira de mica. Mergulhão. Garça branca e morena. Andei sobre o matupá. Vi anhingal andar no rio. Fugi de caba tatu. Levei ferrada de caba de igreja. Fui mordida por piranha vermelha que levou um pedaço do meu dedo. Consegui fugir e me tornar uma das melhores professoras de canto do país. E outras coisas que só caboclo sabe...

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