sábado, 12 de março de 2016

ANÁLISE DA VOZ (Safadim - Aviões do Forró)



Gente, eu fico tão irritada quando a pessoa é ruim de prosódia -forma como se distribui o texto dentro do ritmo de uma música- e destrói uma palavra, criando uma espécie de língua estranha porque ninguém entende quase nada do que esse pessoal  canta. Igual no caso dessa música da banda Aviões do Forró (Safadim), isso dói nos meus ouvidos. E olha, vou dizer uma coisa! Oh, pessoal que está precisando de aula de canto, hein!

Os dois gritam demais! Nenhum deles é uma Joelma, né? Porque essa sim, grita, mais grita de verdade. Joelma tem uma extensão vocal quase que infindável. Mas essa vocalista do Aviões do Forró, tadinha! Seria melhor gritar menos. Ela não tem extensão vocal de uma Joelma pra gritar o tempo inteiro e não ficar rouca, bom, pelo menos nunca vi. Vou procurar algum vídeo bom da Joelma e analisar um dia.

A voz dela está cansada, já tem um excesso de soprosidade enorme -quantidade anormal e descontrolada de ar passando pelas cordas vocais durante a produção do som-  como também seu companheiro de palco, que também grita tentando produzir aquela "voz" típica dos cantores de forró, o mesmo que acontece com os cantores de sertanejo -canta todo mundo igual, até no nome! -, e acabam cansando seu aparelho vocal tentando produzir um som que não é natural de seu corpo, tão pouco é sua voz verdadeira.

No caso, eles empostam totalmente a voz na laringe, mas como não possuem conhecimento algum de seus corpos, não percebem o excesso de contração que ele precisam produzir para manter o volume do som e a afinação, que é conseguida pelo que se conhece com contração laríngea, e que consequentemente vai cansando as cordais vocais, até se chegar no som que os dois vocalistas da banda Aviões do Forró estão produzindo, um som cansado e sem brilho, e também com uma enorme dificuldade de afinação.

A voz do vocalista, já está totalmente anasalada. É o que acontece quando já se cansou a laringe: a voz passa a ser empostada totalmente no céu da boca, mas como a laringe já está cansada pelo excesso de ar que está passando cada vez em maior quantidade, fica difícil pra ele manter a voz afinada, então, contrai os músculos do palato mole para cima, mas também a laringe para baixo recolhendo a língua, o que faz com que o som vá todo para o nariz -Seios nasais-, como não existe mais empostação de peito, no caso dele, a voz perde os harmônicos graves que dão beleza e aveludam, principalmente as notas agudas, e fica completamente nasal o som, e irritante também -Estridente.

Ainda no caso da vocalista, para tentar amenizar seu cansaço durante a produção de som, ela tenta produzir as notas agudas com a voz completamente anasalada -empostando o som nos seios nasais-, e produz todas as notas graves na laringe, mas comete o erro de produzir o vibrato -o famoso tremidinho da voz- com a laringe completamente contraída. O vibrato de laringe existe, mas é muito arriscado fazê-lo sem o acompanhamento de um professor de canto, pois exige um relaxamento de toda a musculatura laríngea, do pescoço, e principalmente da mandíbula inferior, que interfere diretamente no tipo de som que a articulação e a dicção, irão permitir que o corpo produza e amplifique.

Quando se usa o vibrato de laringe -existem três tipos de vibrato mas hoje só irei falar do vibrato de laringe-, o diafragma tem que está funcionando perfeitamente, para poder sustentar e manter o fluxo de ar passando pela laringe, enquanto esta, tem que está junto com o pescoço, mandíbula e ombros completamente relaxados, pois se um deles estiver contraído ou produzindo força, as cordas vocais sofrerão pois a laringe, além de vibrar, terá também que contrair-se, dificultando a passagem do ar nas cordais vocais, para poder manter a afinação da voz.

Já o vocalista, nem vibrato o pobrezinho tem! Está tendo que berrar para fazer três vibratos nos finais das frases. Além disso, sua voz já apresenta quebras no som -falhas sonoras involuntárias que cortam  momentaneamente a produção sonora-, indicando o nível elevado de cansaço e agressão que as cordais vocais estão sofrendo para continuar produzindo som.- Também indica o início de uma fenda-glótica -falha que aparece quando as cordais vocais esticam e tensionam-se para produzir som, pois o saudável, é quando elas esticam-se, e ficam completamente grudadas uma na outra, sem abertura nenhuma, quando isso não acontece, e porque em algum lugar ao longo de seu comprimento, as cordais vocais não estão mais encostando uma na outra, e isso é um passo para o calo vocal.- Não sei porque esse pessoal não procura o bom professor de canto, que tenha uma boa técnica para ajudá-los? Bom, mas eles terão que se cuidar, se não! O bicho vai ficar feio pro lado deles.

5 comentários:

  1. Olá, vc faz aulas online? Gostaria mt de uma avaliação sua.

    jessica-oliveirag@hotmail.com

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    1. Jéssica, eu dou aula online sim. Podemos marcar uma aula experimental pra eu te avaliar e te apresentar as técnicas que trabalho. beijos

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  2. Olá, vc faz aulas online? Gostaria mt de uma avaliação sua.

    jessica-oliveirag@hotmail.com

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    1. Sim, Jessica. Podemos nos comunicar melhor pelo whatsapp 031 97302-9172
      Aí, podemos marcar sua avaliação e combinar o preço, ok?

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    2. Sim, Jessica. Podemos nos comunicar melhor pelo whatsapp 031 97302-9172
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Quem sou eu

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Nasci em Parintins no Amazonas. Vivi no meio da mata onde enfrentei todos os perigos que pessoas  da cidade nem imaginam que existe. Aprendi tarrafiar. Pescar piranha preta e vermelha. Vi meu cachorro ser despedaçado em três pedaços por um tamanduá bandeira de três metros de altura. Cacei veado vermelho e roxo. Tirei jacaré açú da malhadeira. Arranquei tatu do buraco. Arranquei mandioca grande da terra sem quebrar. Cacei cutia. Paca. Comi macaco prego. Onça. Quati. Porco espinho. Fiquei encurralada por um bando de queixada. Comi papagaio em tempo de fome. Peguei juruti na arapuca feita de pau. Tomei água de cipó d'água. Apanhei com pedaço de lenha do fogão de barro. Roubei ovo de inambú açú. Peguei mauari na malhadeira de mica. Mergulhão. Garça branca e morena. Andei sobre o matupá. Vi anhingal andar no rio. Fugi de caba tatu. Levei ferrada de caba de igreja. Fui mordida por piranha vermelha que levou um pedaço do meu dedo. Consegui fugir e me tornar uma das melhores professoras de canto do país. E outras coisas que só caboclo sabe...

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