sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A RESSONÂNCIA DA VOZ

A vibração da voz humana é percebida pelo corpo. Assim que as cordas vocais vibram, os ossos, as cartilagens e as cavidades cranianas, principais regiões de ressonância da voz no corpo humano, também vibram. O som vocal faz com que as regiões de ressonância tremam com a vibração. É fácil perceber onde o som está vibrando, basta colocar as pontas dos dedos pra perceber a vibração da região de ressonância produzida pelo som.

O osso do peito é a mais perfeita, na minha opinião, região de ressonância. Quanto mais a voz vibrar no peito, mais bonito será o som vocal produzido pelo corpo. A voz que vibra mais no  osso do peito, tem o som arredondado, aveludado, brilhante, extremamente agradável aos ouvidos. Erroneamente, costuma-se chamar essa ressonância da voz, vibrando no peito, de "voz-de-peito". Isto não existe. O que existe é a empostação do som, ou seja, a vibração produzida pelo som da voz no osso do peito, vulgo externocleidomastoideo.

Para fazer com que o som vibre no osso do peito, basta colocar os dedos nele, perceber a quantidade de vibração que a voz está produzindo e aumentá-la. Geralmente, percebe-se mais rápido a  vibração da voz no peito, produzindo sons mais graves, mais fortes, e volumosos. A voz deve ser projetada para vibrar e soar para fora do corpo. A imaginação desse tipo de empostação vocal ajuda muito na vibração do som da voz nessas regiões de ressonância. Quanto mais a voz vibrar no  osso, mais esse osso irá tremer. Sons mais graves, fortes e volumosos produzem mais vibração  óssea, isso é o que realmente uma boa empostação faz, por isso, uma voz bem emposta soa mais bonita e mais natural.

A vibração da voz no peito elimina quase  que instantaneamente problemas vocais como nasalidade, soprosidade, e ausência de volume vocal. A articulação, tamanho da boca usado para produzir os fonemas, deve ser grande e rápida. Muitas pessoas quando vão articular, movimentam os lábios, e não a mandíbula inferior, que é a verdadeira responsável pela produção do tamanho das formas para cada fonema. A velocidade de articulação e dicção na voz cantada é a mesma da voz falada. A gente canta como se tivesse falando.

A sensação de vibração do som no peito é de que a pessoa que está produzindo o som, pareça estar gritando. Mas isso é só uma sensação, na realidade o som que está chegando no ouvinte, é maravilhoso. Nós não ouvimos nossa própria voz, na realidade, nós a sentimos através do corpo, percebendo sua quantidade de vibração. Quanto mais se percebe a vibração do som, mais som se produz. Quanto mais som se produz, mais vibração óssea acontece. Essa é única forma para se conhecer a própria voz.




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Nasci em Parintins no Amazonas. Vivi no meio da mata onde enfrentei todos os perigos que pessoas  da cidade nem imaginam que existe. Aprendi tarrafiar. Pescar piranha preta e vermelha. Vi meu cachorro ser despedaçado em três pedaços por um tamanduá bandeira de três metros de altura. Cacei veado vermelho e roxo. Tirei jacaré açú da malhadeira. Arranquei tatu do buraco. Arranquei mandioca grande da terra sem quebrar. Cacei cutia. Paca. Comi macaco prego. Onça. Quati. Porco espinho. Fiquei encurralada por um bando de queixada. Comi papagaio em tempo de fome. Peguei juruti na arapuca feita de pau. Tomei água de cipó d'água. Apanhei com pedaço de lenha do fogão de barro. Roubei ovo de inambú açú. Peguei mauari na malhadeira de mica. Mergulhão. Garça branca e morena. Andei sobre o matupá. Vi anhingal andar no rio. Fugi de caba tatu. Levei ferrada de caba de igreja. Fui mordida por piranha vermelha que levou um pedaço do meu dedo. Consegui fugir e me tornar uma das melhores professoras de canto do país. E outras coisas que só caboclo sabe...

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