segunda-feira, 10 de novembro de 2014

ANÁLISE DA VOZ ( Vitor da dupla Vitor e Léo -Deus e eu no sertão)



      Analisando a performance do cantor Vitor da dupla "Vitor e Léo" na música (Deus e eu no sertão), é fácil entender por que muitos dizem quem ele canta melhor que seu irmão. E realmente é verdade o que dizem.

      Vitor tem uma das vozes masculinas da atualidade mais bela. Seu timbre vocal é de uma beleza inigualável. Evidentemente, sua extensão vocal não é tão grande, mas, isso também não quer dizer nada, há cantores com grandes extensões vocais que acham toda a beleza de seu som está em produzir notas agudas, o que não é verdade. Mas vale um som bonito do que milhares de notas agudas estourando em nossos ouvidos.

      Não quero dizer, que uma nota aguda não possa ser bonita, pelo contrário, uma nota aguda bem produzida tecnicamente, é emocionante. No caso do Vitor, com um trabalho de empostação e entonação de sua voz bem minucioso, ele poderia até dobrar sua extensão vocal. Mas, acho também, que no caso específico dele, não haja necessidade disso, pois, seu domínio e beleza vocal são magníficos.

       Vitor, mostra um controle de sua emissão vocal, de sua dicção, de sua articulação e acima de tudo da entonação necessária para a interpretação de cada música que ele canta, e isso, é um capacidade louvável num cantor. Nesta música especificamente, sua voz é impecável. Ele mostra nesta música, que o menos é sempre mais. Coisa difícil de se achar nos cantores atualmente. Além de tudo, ele mantém sua identidade vocal durante toda a música. Chega ser hipnotizante ouvi-lo e vê-lo cantar.

       Não há exageros nem cacoetes em sua voz. O texto é cantado por Vitor, de forma completamente compreensível. Dá para entendermos todas as palavras e a mensagem que a letra possui. Há cantores que catam de forma tão distante do texto, que muitas palavras nem voltando uma eternidade de vezes se consegue compreender.

        Vitor não canta usando todo seu limite vocal, não exagera no volume do som, e no caso desta música, especificamente, cantar com um som suave, não é nada fácil, muito pelo contrário, é mais difícil cantar suave do que cantar forte. Gosto também, do timbre de sua voz, pois possui uma suavidade e um aveludado natural que tornam sua voz única e perfeita.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quem sou eu

Minha foto

Nasci em Parintins no Amazonas. Vivi no meio da mata onde enfrentei todos os perigos que pessoas  da cidade nem imaginam que existe. Aprendi tarrafiar. Pescar piranha preta e vermelha. Vi meu cachorro ser despedaçado em três pedaços por um tamanduá bandeira de três metros de altura. Cacei veado vermelho e roxo. Tirei jacaré açú da malhadeira. Arranquei tatu do buraco. Arranquei mandioca grande da terra sem quebrar. Cacei cutia. Paca. Comi macaco prego. Onça. Quati. Porco espinho. Fiquei encurralada por um bando de queixada. Comi papagaio em tempo de fome. Peguei juruti na arapuca feita de pau. Tomei água de cipó d'água. Apanhei com pedaço de lenha do fogão de barro. Roubei ovo de inambú açú. Peguei mauari na malhadeira de mica. Mergulhão. Garça branca e morena. Andei sobre o matupá. Vi anhingal andar no rio. Fugi de caba tatu. Levei ferrada de caba de igreja. Fui mordida por piranha vermelha que levou um pedaço do meu dedo. Consegui fugir e me tornar uma das melhores professoras de canto do país. E outras coisas que só caboclo sabe...

Follow by Email