segunda-feira, 5 de maio de 2014

O CORPO TAMBÉM FALA

Seguindo o exemplo da voz que criou coragem para desabafar, o corpo após ter lido o post "O DESABAFO DA VOZ", também decidiu falar algumas coisas que o estavam machucando. Ele em uma conversar assustadora comigo, hoje pela manhã disse entre lágrimas e revolta: -Olha, eu quero falar, que tem horas que eu quero matar meu dono, mas só não faço, pois eu é que sofrerei as consequências de meus atos, diferente do meu dono que não pensa em mim, e nem sequer quer saber de me escutar. Aquela peste, quer que eu produza um som bonito, mas não quer saber se eu consigo. Ele fica me obrigando a produzir som através da força, a praga sabe que tenho uma escoliose aguda, e por isso, meu diafragma não se movimenta direito, também pudera, com todo aquele peso horroroso do meu tórax sobre o coitadinho do diafragma, como é que ele vai se movimentar pra apoiar e produzir um som de qualidade! E eu fiquei sabendo que tem como corrigir, e meu diafragma poderá funcionar perfeitamente para apoiar na produção do som perfeito. É verdade isso? -Sim corpo. É totalmente possível de se tratar e resolver o problema escoliose. Realmente com o tórax repousando sobre o diafragma devido a escoliose, fica muito difícil não contrair a musculatura do pescoço, que ao contrair-se para produzir som por força, acaba por deixar a voz rouca à medida que usa a força para produzir som. Mas isso é super fácil de se resolver, é só se trabalhar os músculos dos intercostais superiores e inferiores para se levantar o tórax de sobre o diafragma. Você já tentou avisá-lo de que há meios de se resolver o problema da escoliose? -Fiquei sabendo agora, mas pode deixar que avisarei aquela praga burra, tomara que me escute!

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Nasci em Parintins no Amazonas. Vivi no meio da mata onde enfrentei todos os perigos que pessoas  da cidade nem imaginam que existe. Aprendi tarrafiar. Pescar piranha preta e vermelha. Vi meu cachorro ser despedaçado em três pedaços por um tamanduá bandeira de três metros de altura. Cacei veado vermelho e roxo. Tirei jacaré açú da malhadeira. Arranquei tatu do buraco. Arranquei mandioca grande da terra sem quebrar. Cacei cutia. Paca. Comi macaco prego. Onça. Quati. Porco espinho. Fiquei encurralada por um bando de queixada. Comi papagaio em tempo de fome. Peguei juruti na arapuca feita de pau. Tomei água de cipó d'água. Apanhei com pedaço de lenha do fogão de barro. Roubei ovo de inambú açú. Peguei mauari na malhadeira de mica. Mergulhão. Garça branca e morena. Andei sobre o matupá. Vi anhingal andar no rio. Fugi de caba tatu. Levei ferrada de caba de igreja. Fui mordida por piranha vermelha que levou um pedaço do meu dedo. Consegui fugir e me tornar uma das melhores professoras de canto do país. E outras coisas que só caboclo sabe...

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