sábado, 17 de maio de 2014

ANÁLISE DA VOZ (Lucas Lucco - Mozão)

Tomei um susto quando ouvi pela primeira vez a música "Mozão" do Lucas Lucco. Achei que fosse um estrangeiro cantando, pois realmente nem de longe lembra um brasileiro. Chega a ser até difícil compreender em alguns momentos o que ele está cantando, ou qual palavra está pronunciando. Os verbos todos como "amarrar, prender, casar, ter, namorar, cuidar, sonhar, passar", são pronunciados com um R tão forte e americanizado que não perece que ele seja um falante nativo da língua portuguesa. Na realidade, ele lembra aqueles loucutores da década de sessenta do "REPORTER ESSO". Há um excesso de soprosidade em sua voz, o que é muito perigoso, pois provoca flacidez e fenda glótica. Além disso sua voz não condiz com seu corpo, parece que ele está dublando, pois o seu volume vocal é extramente prejudicado pelo excesso de ar. Essa excessiva quantidade de ar provoca extremo cansaço nas cordas vocais, diminuindo o tempo de rexistência da voz, e proporcionando uma rouquidão muito mais precoce. Esse erro de produção sonora também está ligado ao fato de os cantores confundirem suavidade vocal com soprosidade. Sua voz também ficou muito anasalada, talvez para produzir aquele típico som de música adolecente, tipo trilha sonora de Malhação, o que parece ter-se tornado moda entre os cantores. Mas é muito perigoso para quem não consegue sair dessa região de ressonância chamada seio nazal. Outro detalhe que percebi foi uma granulosidade em sua voz, dando aquele ar de pronúncia de gringo. A sibilação dos sons fricativos como S,X,Z também foi muito exagerada, e provoca erro de empostação e entonação vocal. O timbre vocal do Lucas Lucco é muito bonito, mas infelizmente está sendo muito mal utilizado e o expondo a riscos enormes devido a esses erros vocais ou vícios.

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Nasci em Parintins no Amazonas. Vivi no meio da mata onde enfrentei todos os perigos que pessoas  da cidade nem imaginam que existe. Aprendi tarrafiar. Pescar piranha preta e vermelha. Vi meu cachorro ser despedaçado em três pedaços por um tamanduá bandeira de três metros de altura. Cacei veado vermelho e roxo. Tirei jacaré açú da malhadeira. Arranquei tatu do buraco. Arranquei mandioca grande da terra sem quebrar. Cacei cutia. Paca. Comi macaco prego. Onça. Quati. Porco espinho. Fiquei encurralada por um bando de queixada. Comi papagaio em tempo de fome. Peguei juruti na arapuca feita de pau. Tomei água de cipó d'água. Apanhei com pedaço de lenha do fogão de barro. Roubei ovo de inambú açú. Peguei mauari na malhadeira de mica. Mergulhão. Garça branca e morena. Andei sobre o matupá. Vi anhingal andar no rio. Fugi de caba tatu. Levei ferrada de caba de igreja. Fui mordida por piranha vermelha que levou um pedaço do meu dedo. Consegui fugir e me tornar uma das melhores professoras de canto do país. E outras coisas que só caboclo sabe...

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