sexta-feira, 15 de junho de 2012

A LÍNGUA

A língua está completamente ligada a dicção, que é a produção dos fonemas, ou, melhor dizendo, a dicção. Ela pode movimentar-se em qualquer direção, mas, o fato dela fazer todos esses movimentos, não quer dizer que o cantor tenha controle sobre a mesma. E a falta da sensação desse conjunto de músculos, ou, o seu domínio, por parte do cantor, prejudica-lhe a dicção, que é inteiramente responsável, pela produção, principalmente, das consoantes, que são a ponte para uma boa produção das vogais. Notas agudas, necessitam de uma boa dicção, para que a vocal, seja produzida com beleza e conforto. A língua, deve diccionar com velocidade, e não com força, para que os fonemas sejam claros e totalmente compreensíveis ao ouvinte. A língua, deve permanecer totalmente relaxada durante a produção do som, movimentando-se, somente na hora da dicção dos fonemas. Esse movimento, deve ocorrer, no momento exato em que o fluxo de ar enviado pelo diafragma, chega à boca, esse efeito acontece em milésimos de segundo, e é o percurso que o fluxo de ar, leva para chegar a boca, após a contração ou impulsão diafragmática. É uma sensação muito refinada, por isso, exige que o cantor tenha total domínio sobre a língua. Contrações no trapézio, esternocleidomastóideo, músculo que liga o externo, a clavícula e seio mastóideo, produzem contração nos músculos lingüísticos, responsáveis pela contração, recolhendo a língua involuntariamente para trás, movimento que abaixa a laringe, e impedi que o palato mole se contraia formando a concha acústica, não permitindo assim, a amplificação do som pelos ressonadores superiores, seio frontal e seio parietal, amplificadores naturais do corpo, e responsáveis pela valorização de todos os harmônicos vocais. Colocar a língua para fora da boca, forçando ao máximo sua musculatura, sem contrair os músculos do pescoço, e seguida produzir a respiração do cachorro, contraindo o diafragma em alta velocidade, como num espirro, sem deixar a língua recolher, é um ótimo exercício para relaxar a musculatura da mesma, mas, não deixe a língua recolher, enquanto estiver fazendo o exercício. Caso você tenha dificuldades, observe um cachorro se alto ventilando, é a mesma respiração e movimento, que você deve fazer. Lembre-se de deixar a ponta língua, completamente relaxada.

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Nasci em Parintins no Amazonas. Vivi no meio da mata onde enfrentei todos os perigos que pessoas  da cidade nem imaginam que existe. Aprendi tarrafiar. Pescar piranha preta e vermelha. Vi meu cachorro ser despedaçado em três pedaços por um tamanduá bandeira de três metros de altura. Cacei veado vermelho e roxo. Tirei jacaré açú da malhadeira. Arranquei tatu do buraco. Arranquei mandioca grande da terra sem quebrar. Cacei cutia. Paca. Comi macaco prego. Onça. Quati. Porco espinho. Fiquei encurralada por um bando de queixada. Comi papagaio em tempo de fome. Peguei juruti na arapuca feita de pau. Tomei água de cipó d'água. Apanhei com pedaço de lenha do fogão de barro. Roubei ovo de inambú açú. Peguei mauari na malhadeira de mica. Mergulhão. Garça branca e morena. Andei sobre o matupá. Vi anhingal andar no rio. Fugi de caba tatu. Levei ferrada de caba de igreja. Fui mordida por piranha vermelha que levou um pedaço do meu dedo. Consegui fugir e me tornar uma das melhores professoras de canto do país. E outras coisas que só caboclo sabe...

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